Setembro, mês da bíblia.

raymundo_damascenoassis_arquidiocese-de-aparecidaNo Brasil, no último domingo de setembro, celebra-se “o Dia Nacional da Bíblia”. A palavra “Bíblia” designa a Palavra de Deus escrita e consignada nos 73 livros que compõem o Antigo e Novo Testamentos.

Para nós cristãos, “a Bíblia é um livro inspirado pelo Espírito Santo e nos ensina com certeza, fielmente, e sem erro, a verdade relativa à nossa salvação, que Deus, quis fosse consignada nas Sagradas Letras” (DV 11).

A composição dos livros da Bíblia abarca um período de cerca de mil anos, entre os anos 900 a. Cristo e o ano 100 d. Cristo. Eles foram recolhidos, pouco a pouco, através de um longo processo de escolha por parte das comunidades e formam a lista oficial dos textos bíblicos.Contam a história do amor de Deus para conosco, a História da Salvação que tem o seu centro no mistério da encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo. A Igreja tira a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas não só da Sagrada Escritura, mas também, da Sagrada Tradição.

O Antigo Testamento nasceu de tradições orais e o Novo Testamento, sobretudo, do testemunho dos apóstolos sobre Jesus.

Nas Sagradas Escrituras tudo converge para Cristo, de tal modo, que a leitura e meditação do texto sagrado devem nos levar ao conhecimento e ao amor de Jesus Cristo. Por isso, São Jerônimo afirma que ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo. Na Bíblia, nós descobrimos o projeto de Deus sobre o mundo e encontramos nela “o alimento da alma e a fonte pura e perene da vida espiritual” (DV 21). Sua leitura ilumina e orienta a nossa vida. Maria é para nós o modelo de ouvinte e de praticante da Palavra de Deus. “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

No evangelho (Mt 13; Lc 8; Mc 4), Jesus compara a Palavra de Deus com a semente que o agricultor lança à terra. A semente é vida e quando é semeada em terra boa, ela germina, cresce e produz frutos. Assim é á Palavra de Deus, ela é vida e eficaz e quando a acolhemos e a compreendemos, superando as dificuldades, como o desânimo, o cansaço, a superficialidade, a Palavra de Deus cria raízes profundas em nosso coração e produz muitos frutos não só para nós, mas para todo o mundo e causa em nós paz e alegria verdadeiras.

Dom Raymundo Damasceno Assis, Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

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