Respice Stellam › 27/02/2013

Santíssima Trindade que sois um só Deus, Tende Piedade de Nós

Vito10Uma vez invocado cada uma das Pessoas que formam a Trindade, é hora de se dirigir a Deus como um todo, todo  inteiro, na Sua plenitude divina. A invocação já nos diz que a Trindade forma um só Deus, o nosso Deus é o conjunto de três pessoas iguais e distintas.

Quando se diz iguais é porque o Pai é igual ao Filho e ao Espírito Santo. Se o Pai é eterno, o Filho também o é e com eles o Espírito Santo também. Sendo o Pai Onipotente, da mesma forma, são Onipotentes também o Filho e o Espírito Santo.

Nenhuma das Pessoas divinas age independente da outra mas todas concorrem e pensam da mesma forma dentro da mais profunda e indestrutível união.

Não se pode cogitar ou admitir que o Pai, por ser Pai tenha origem antes do Filho ou Este, pelo fato de ser Filho seja mais novo do Pai. Este é um engano. Tanto o Pai quanto o Filho não tiveram origens separadas, mas todos os três são igualmente eternos, sempre existiram e sempre existirão.

Nossa condição de criaturas de Deus que tivemos uma origem, um começo, e estamos sujeitos ao tempo, é que nos condiciona a pensar assim.

O nosso Credo, onde estão contidos os principais dogmas da cristandade, nos faz crer na consubstancialidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os grandes teólogos, especialmente Santo Agostinho, Doutor da Igreja, tentaram penetrar neste grande mistério e não o conseguiram. Isto é plenamente compreensível, pois, se o homem conseguisse dominar todo o mistério de Deus, seria superior a Deus e isto é impossível.

Contudo é possível chegar perto com a ajuda de alguns símbolos que nos fazem ver, ao longe, a silhueta do mistério. Por exemplo, na geometria temos a figura do triângulo equilátero, onde os lados e os ângulos são perfeitamente iguais entre si formando uma só figura geométrica. Se faltasse um dos lados ou um dos ângulos teríamos outra figura geométrica e não mais o triângulo. Na escrita, temos o papel, a tinta e as letras. Faltando um desses elementos não temos mais a escrita a nos transmitir um pensamento. Deus para ser Pai obrigatoriamente deve ter um Filho e, este, por sua vez, para ser Filho deve ter um Pai. Agora, quem proporcionou esta geração eterna e este   condicionamento é o Espírito Santo que, por isto é reconhecido como Amor, a essência de Deus. O Pai ama o Filho e o Filho ama o Pai mas, quem une o Pai ao Filho e o Filho ao Pai é o Amor do Espírito Santo. Não pode haver Trindade Divina na falta de um destes elementos e, neste caso não teríamos Deus único e verdadeiro.

Quem nos revelou este mistério foi o próprio Jesus quando mandou pregar, Evangelizar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt, 28, 19), a Trindade num só Deus invocada aqui.

Vito Nunziante
Presidente da Região Norte – Federação Mariana do RJ
Congregação Mariana NS Auxiliadora e São João Bosco (Riachuelo)

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