Respice Stellam › 15/10/2013

Santa Virgem das Virgens.

Vito13Esta invocação lembra que Maria além de ser Santa era, também, Virgem num modo muito superior a todas as virgens que devotaram a Deus seus corpos. Maria foi Virgem no Corpo e na alma, Virgem na plenitude de Seu ser de forma inacessível às tendências carnais e da concupiscência, exclusivamente reservada para Deus.

De fato, o Verbo de Deus, que é Santidade por essência, não podia nascer a não ser por uma Virgem perfeitamente pura; a virgindade perfeita de Maria foi quem preparou a Maternidade divina.

Os dois privilégios de Maria, que resumem Sua grandeza e a elevam acima de todas as criaturas, são a Maternidade Divina e a Sua perfeita Virgindade. Por isso a Igreja, após tê-La saudado como Mãe de Deus, saúda-A como Virgem das virgens. De fato, estes dois privilégios relacionam-se um ao outro.

O grande teólogo Bossuet dizia que “a divindade do Filho querendo unir-se a um corpo mortal, exigia num certo senso que a virgindade estivesse presente entre as duas naturezas porque tendo Ela algo de espiritual, pudesse preparar a carne para ser unida ao Espírito infinitamente puro”.

A Virgindade, portanto, tornou-se uma exigência necessária, assim como foi a Sua Imaculada Conceição, para Maria ser a Mãe de Deus.

Devido a esta sua grandeza que a Igreja sempre honrou a virgindade reservando às Virgens consagradas um lugar de honra particular na Comunidade cristã.

Tudo isto porque, assim como em Maria a maternidade divina consagrou e embelezou a sua perfeita integridade espiritual e física, da mesma forma a virgindade consagrada procura imitar a santidade de Deus, na integridade da vida.

No Livro dos Cânticos encontramos expressões que falam da predileção de Deus para com Ela entre todas as meninas e virgens da terra ao dizer: “Viram-na as moças e lhe disseram: Bem aventurada és tu!” e a expressão do Esposo: “Para mim só existe Ela, a minha pomba estupenda” (Ct 6,9).

A invocação apoia-se substancialmente na definição dogmática da Virgindade perfeita de Maria antes, durante e depois do parto ocorrida em 649, quando o Concilio Regional de Latrão declarou que “Maria, a Santa Mãe de Deus e Imaculada Virgem,… concebeu do Espírito Santo sem semente viril o próprio Deus Verbo; deu à luz sem perder a sua integridade,  antes do parto, no parto e perpetuamente depois do parto”. Com efeito, o nascimento de Cristo “não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal” da sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a “Aeiparthenos” em gregos que significa a “sempre-virgem”.

Vito Nunziante – Presidente da Região Norte (Federação do Rio de Janeiro)

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