Respice Stellam › 29/03/2013

Santa Maria

Vito11A invocação inicial, como solene ouverture de uma sinfonia celestial sobrepujando-se a todos os títulos marianos que se seguem, reveste-se de objetividade indicando a quem são ou são direcionadas as invocações que se seguem. Trata-se d’Aquela que Deus plasmou e concebeu ainda antes da criação para ser a Mãe do “Verbo que se fez Homem” (Jo 1, 1), a jovem de Nazaré cujo nome, segundo nos relata o evangelista Lucas, é Maria (Lc 1, 27).

Invocar e honrar o nome de Maria é imitar o proceder de Deus conforme nos é relatado no Livro bíblico de Judite que diz:“Bendito seja o Senhor que hoje exaltou tanto o teu nome que os homens jamais deixarão de te louvar” (Jd 13, 18.19).

Também no  Livro dos Cânticos encontramos o desabafo do Esposo que afirma: “O teu nome é para mim como o perfume de  óleo derramado”(Ct 1, 2).

O profeta Jeremias, da mesma forma, lembra ao povo eleito a predileção de Deus quando chama pelo nome dizendo: “O Senhor te chamou com o estupendo nome de oliveira carregada de belas azeitonas” (Jr 11, 16).

O salmista vai mais além. Lembra-nos o seu “nome é terrível, santo e poderoso”(Sl 111, 9) especialmente contra o inimigo infernal.

Por tudo isso e mais outras colocações que poderiam ser feitas com o nome de Maria, é plenamente compreensível o porquê da invocação inicial a Maria, que é santa, segundo o coração de Deus, capaz, mais que Ester de obter do Senhor todas as graças e favores suplicadas pelo povo.

A fim de honrar o Nome Santo de Maria, a Igreja autorizou, pela primeira vez, a celebração de sua festa em 1513, na cidade espanhola de Cuenca; daí se estendeu por toda a Espanha. Suprimida por São Pio V, foi restabelecida por Xisto V e em 1671 estendida ao Reino de Nápoles e a Milão. Aos 12 de setembro de 1683, tendo o príncipe Joan Sobieski (Congregado Mariano) vencido, com seus Polacos, os Turcos que assediavam Viena e ameaçavam a cristandade, Papa Inocêncio XI, em ação de graças, estendeu a festa à Igreja universal e a fixou no domingo entre a Oitava da Natividade. O santo Papa Pio X a trouxe de volta ao dia 12 de setembro.

Aparentemente se trata de uma doce e simples invocação que nos põe diante da pessoa que será objeto de nossa veneração e anuncia que os títulos que virão a seguir são como raios que se irradiam deste centro focal que é o dulcíssimo Nome da Virgem de Nazaré.

O Nome de Maria é utilizado uma única vez nesta ladainha. Os devotos do Nome da Mãe de Deus tendo à frente São Bernardino de Sena costumam rezar uma Ladainha onde se repete muitas vezes o Nome Santo de Maria e seus atributos.

Vito Nunziante

Presidente da Região Norte – Federação Mariana do RJ

Congregação Mariana NS Auxiliadora e São João Bosco (Riachuelo).

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