Respice Stellam › 15/10/2013

Santa Mãe de Deus.

Vito12A invocação latina usada nos inícios era Sancta Dei Genitrix-Santa Geradora de Deus. Mãe de Deus é o primeiro e principal título que damos a Maria, porque a Maternidade divina é a primeira entre as grandezas da Santa Virgem, a razão de todas as graças e de todos os privilégios sobrenaturais que lhe foram concedidos, a base do especialíssimo culto (hiperdulia) que lhe é atribuído.

A Virgem, como Mãe de Deus, ocupa um lugar particular entre o Criador e a criatura; Ela possui  a incomparável glória de ter por filho o mesmo Filho de Deus Pai e penetrou no mistério da Trindade, estabelecendo, por modo de dizer, novas relações entre as Pessoas divinas: a grandeza de uma criatura humana que se une à divindade da Santíssima Trindade, segundo a expressão de São Tomás de Aquino: “Fines divinitatis propinquius attingit”, “Atinge de perto os limites da divindade”.  Maria Mãe de Deus é a Nossa Senhora do Natal, a mulher do primeiro olhar do homem sobre Deus feito Homem, acariciado com olhos transparentes de ternura materna e de santidade.

Ao invocar Maria como sendo a Mãe de Deus, prerrogativa confirmada por vários Concílios Ecumênicos, os fiéis fazem referência a todas as maravilhas nela realizadas pelo Todo Poderoso algumas delas incluídas a seguir.

Em vista da Maternidade divina ela teve de ser concebida imaculada e sem mancha de pecado para abrigar e gerar o Santíssimo e Imaculado Filho de Deus; da mesma forma teve que ser Virgem e sempre Virgem visto que sua fecundação não podia acontecer pela participação de um simples humano manchado pela culpa original, devia ser Virgem e exclusividade do Altíssimo, a disposição do Espírito Santo que operou n’Ela a Sua geração. Desta forma, tanto o Pai quanto o Espírito Santo realizaram em Cristo a própria geração: o Pai gerou o perfeitíssimo e puríssimo espírito da Segunda Pessoa, o Filho, enquanto o Espírito Santo gerou no tempo o perfeitíssimo e santíssimo homem Jesus Cristo, “o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16). Alguns “irmãos separados” opõem-se a este título admitindo que Ela, por ser criatura de Deus, não podia gerar a Deus que é eterno. Em realidade, Ela não é a Mãe da divindade como um todo e sim apenas da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, que, além de ser puríssimo e perfeitíssimo espírito, fez-se, também, no seio imaculado da Virgem Maria, um perfeitíssimo Homem em tudo igual a nós exceto no pecado. Sendo o filho de Maria, ao mesmo tempo, Homem e Deus, Deus e Homem, devemos admitir com toda a razão que Ela é e deve ser reconhecida e invocada como Mãe de Deus, do Filho eterno do Pai que nela se fez homem.

Isto nos faz lembrar que a Carne de Jesus é carne de Maria assim como o Sangue Redentor de Jesus é sangue recebido de Maria, permitindo à Virgem de Nazaré dizer, na noite de Natal, o que já fora escrito pelo salmista na Sagrada Escritura: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” (Salmos 2:7b).

Vito Nunziante – Presidente da Região Norte (Federação RJ)
Congregação Mariana NS Auxiliadora e São João Bosco (Riachuelo).

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