Regras de Vida › 24/01/2015

Regra de Vida n° 19 – Parte 5

eucharistia“A espiritualidade mariana se realiza não somente nos atos de piedade próprios da devoção à Virgem Maria, mas exige do Congregado(a) Mariano(a): – Uma vida eucarística profunda, manifestada no amor de Cristo presente entre nós no Santíssimo Sacramento e na recepção frequente e, se possível diária, da Sagrada Comunhão.

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A Regra de Vida, aponta a importância da Eucaristia para o congregado(a) mariano(a), onde na Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, do papa Santo João Paulo II podemos encontrar respostas a vivência de nossa espiritualidade.

A Igreja vive da Eucaristia, assim inicia a Encíclica, onde esta afirmação é um chamado ao congregado(a). Perguntamos: como viver a espiritualidade sem nos aproximar da Eucaristia? Aqui está o mistério da Igreja: – Somos povo da nova aliança em peregrinação à pátria celeste, este sacramento divino traz ritmo a nossas vidas, enchendo-nos de consoladora esperança.

Outra afirmação, contida em documentos da Igreja, é este: – A “Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã”, pois na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo.

A Eucaristia, nutre, ilumina a vida do congregado(a) mariano(a). A Eucaristia é mistério de fé, mistério de luz. A Eucaristia é presença salvífica de Jesus na Congregação Mariana e alimento espiritual.

A Congregação Mariana, precisa deste crescimento interior; precisa dedicar espaço à adoração ao Santíssimo Sacramento, que é fonte inesgotável de santidade; precisa ter participação na procissão eucarística na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que é graça do Senhor, enchendo de alegria àqueles que participam.

Como Mistério da fé, quem se alimenta de Cristo na Eucaristia não precisa esperar o Além para receber a vida eterna: já a possui na terra, como primícias da plenitude futura, que envolverá o homem na sua totalidade, mesmo a luz dos problemas que obscurecem o horizonte de nosso tempo.

Já mencionamos, no início, que a Eucaristia edifica a Igreja, por se apresentar aos congregados e congregadas, como fonte de toda a evangelização, porque o seu fim é a comunhão dos homens com toda a Trindade, e cria por isso mesmo comunidade entre todos. Da mesma forma o culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável aos congregados marianos e o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça.

Da mesma forma, a comunhão eclesial acontece, quando a Congregação Mariana não se fecha em si mesma, como se fosse um grupo autossuficiente, mas há que manter-se em sintonia com todas as outras comunidades católicas. Pois a Eucaristia cria comunhão e educa para a comunhão (cf. 1Cor 11,17-34).

Então, para estarmos na Escola de Maria, Mulher Eucarística, precisamos viver bem a Espiritualidade Mariana, ou seja, ter uma profunda ligação com Jesus Cristo, tal como foi a ligação de Maria com seu Filho. O nosso “sim” seja análogo ao “fiat” pronunciado por Maria. Assim, recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de Maria, seja toda ela um magnificat!

Congregados(as), somos convidados a progredir com renovado impulso na vida cristã, conforme o Papa Santo João Paulo II nos falou na Carta Novo millennio ineunte: “Não se trata de inventar um ‘programa novo’. O programa já existe: é o mesmo de sempre, expresso no Evangelho e na Tradição viva”.

O caminho é longo e cheio de obstáculos, mas temos a Força da Eucaristia, como que dirigidas a nós, as mesmas palavras que ouviu o profeta Elias: “Levanta-te e come, porque ainda tens um caminho longo a percorrer” (1Rs 19,7).

Ponhamo-nos, sobretudo à escuta de Maria Santíssima, porque n’Ela, como em mais ninguém, o mistério eucarístico aparece como o mistério da luz. Olhando-A, conhecemos a força transformadora que possui a Eucaristia.

Salve Maria!

Eduardo L. Caridade

Bibliografia:

  • Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia nº 1, 6, 9, 10, 18, 20, 22, 25, 39, 40, 53, 55, 58, 60, 61 e 62.
  • Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 11.
  • Decreto Presbyterorum ordinis, nº 5.

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