Regras de Vida › 27/12/2014

Regra de Vida n° 19 – Parte 2

image“A espiritualidade mariana se realiza não somente nos atos de piedade próprios da devoção à Virgem Maria, mas exige do Congregado(a) Mariano(a):

Vida de oração pessoal: Pois, é o lugar onde o congregado(a), alimentado pela Palavra e pela Eucaristia, cultiva uma relação de profunda amizade com Jesus Cristo e procura assumir a vontade do Pai. Aqueles que conseguem orar diariamente (algo difícil hoje em dia, devido a correria da vida), possuem um sinal da graça, que faz do congregado(a) discípulo missionário. É necessário aprender a orar.

Oração é Exercício Espiritual, é modo de preparar e dispor a alma para tirar de si todas as afeições desordenadas, procurar e encontrar a vontade divina, na disposição da vida para a sua salvação (EE,1). Pois, o que sacia e satisfaz a alma não é o muito saber, mas o sentir e saborear as coisas internamente (EE,2).

Congregado(a), viver a Espiritualidade Mariana é ter a oração como algo importante na vida (do latim vita). Algo vital, que não pode faltar. Se você, está afastado da oração, será momento de reflexão e retomada de vida.

A oração pessoal é um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo. Mas, deve ser também, incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo.

O Cardeal Nyugen Van Thuan, contou no seu livro de Exercícios Espirituais, como na sua vida tinha havido longos períodos de incapacidade para rezar, e como ele se tinha agarrado às palavras de oração da Igreja: ao Pai Nosso, à Ave Maria e às orações da Liturgia

Na oração, deve haver sempre este entrelaçamento de oração pública e oração pessoal. Assim podemos falar a Deus, assim Deus fala a nós. Deste modo, realizam-se em nós as purificações, mediante as quais nos tornamos capazes de Deus. Assim tornamo-nos capazes da grande esperança e ministros da esperança para os outros.

Na Oração Pessoal, os caminhos são exatamente os da conversão do coração e da vitória sobre o pecado, seja ele o egoísmo ou a injustiça, a prepotência ou a exploração de outrem, o apego aos bens materiais ou a busca desenfreada do prazer.

Na Congregação Mariana, devemos propor com maior confiança o devido espaço para a oração pessoal e comunitária, que significa respeitar um princípio essencial da vida cristã: o primado da graça.

Há uma tentação hoje, de pensar que os resultados dependem da nossa capacidade de agir e programar. Muitos, até se envaidecem, afirmando que só eu posso ser o presidente da congregação. Mas, para bem viver a Espiritualidade Mariana, não devemos ter em mente que, “sem Cristo, nada podemos fazer” (cf. Jo 15,5).

Bem o fez a Virgem Maria, que no Silêncio, foi acolhida e deixou Deus agir, e no auge das graças recebidas pode proclamar que “O Senhor fez em mim maravilhas” (Lc 1,46),

Procure na sua congregação: momentos de oração, partilha, silêncio e desta forma serão testemunhas de assumir suas responsabilidades com a audácia do Espírito e o equilíbrio de Deus.

Salve Maria!

Eduardo L. Caridade

 

Bibliografia:
  • Documento de Aparecida, 255.
  • Exercícios Espirituais de Santo Inácio, n° 1 e 2.
  • Carta Encíclica sobre a Esperança (Spe Salvi), n° 34, do papa Bento XVI.
  • Exortação Apostólica Reconciliação e Penitência, n° 8, do papa João Paulo II.
  • Exortação Apostólica Novo Milênio Ineunte, n° 38, do papa Paulo VI.

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