Respice Stellam › 10/01/2014

Mãe sempre virgem

Maria10Santo Agostinho, já nos primeiros séculos da Igreja, aos que perguntavam em que sentido Maria é sempre Virgem? Respondia: “No sentido de que Ela permaneceu sempre Virgem: Virgem ao conceber seu Filho, Virgem na hora do parto, Virgem enquanto grávida, Virgem Mãe, Virgem perpétua” (Sermo 186, 1: PL 38, 999).

O Catecismo da Igreja Católica em seu nº 503 aprofunda mais o mistério dizendo que “a virgindade de Maria demonstra a absoluta iniciativa de Deus na Encarnação. Jesus como Pai tem somente a Deus (Lc 2,48-49). A natureza humana que Ele assumiu não o separou do Pai… Por natureza é Filho do Pai segundo a divindade, da mesma forma é Filho da Mãe segundo a humanidade, mas em realidade é Filho de Deus nas duas naturezas” [Concílio de Friuli (796 ou 797), Símbolo: DS 619].

Em seu nº 506, o mesmo Catecismo, afirma: “Maria é virgem porque a sua virgindade é o sinal de sua fé que não era perturbada por nenhuma dúvida [Lumen gentium, 63] e por seu total abandono à vontade de Deus [1Cor 7,34-35]. Por sua fé ela se torna a Mãe do Salvador: “Beatior est Maria percipiendo fidem Christi quam concipiendo carnem Christi – Maria é mais feliz ao receber a fé de Cristo que ao conceber a carne de Cristo” [Santo Agostinho, De sancta virginitate, 3, 3: PL 40, 398].

O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade  real e perpétua de Maria no Concílio de Constantinópoles II. Sobre o mesmo assunto e, de modo particular do parto do Filho de Deus feito Homem, expressaram-se: São Leão Magno, Tomus ad Flavianum, DS 291, 294; Pelágio I, Lettera Humani generis: DS 442; Concílio Lateranense, DS 503; Concílio de Toledo XVI, DS 571; Pio IV, Cost. Cum quorumdam hominum, DS 1880. De fato o nascimento de Cristo “não diminuiu a virgindade de Maria, mas a consagrou” (Conc. Vat. II, Lumen gentium, 57).

A Liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeiparthenos, “sempre Virgem” [Lumen gentium, 52]. (CCC 500)

As objeções fazem referência aos irmãos e irmãs de [Mc 3,31-35; 6,3; 1Cor 9,5; Gal 1,19]. A Igreja sempre reteve que tais passagens não indicam outros filhos da Virgem Maria: de fato Thiago e José, “irmãos de Jesus” (Mt 13,55) são os filhos de uma Maria discípula de Cristo [Mt 27,56] a qual é designada de modo significativo como “a outra Maria” (Mt 28,1). Trata-se de parentes próximos de Jesus,  segundo uma expressão  não inusitada no Antigo Testamento [Gn 13,8; 14,16; 29,15; etc.]. (CIC 501)

Jesus é o único Filho de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria [Jo 19,26-27; Ap 12,17] se estende a todos os homens que Ele veio salvar: “Ela deu à luz um Filho, que Deus fez  “o primogênito de uma multidão de irmãos” (Rm 8,29), isto é de fieis a cujo nascimento e formação ela coopera com amor de Mãe” [Lumen gentium, 63]. (Blog SPIRITO E VITA).

Vito Nunziante
Presidente da Região Norte – Federação do Rio de Janeiro

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