Respice Stellam › 02/09/2014

Mãe digna de Amor

vito“Meditando sobre o primeiro encontro entre Deus e Maria de Nazaré fica-se perplexos pelos grandes Sim da história.

  • Deus Pai que diz Sim à humanidade não permitindo que a história humana se perca para sempre e toma a iniciativa. Naquele Sim está todo o amor infinito e eterno de Deus para com o homem.
  • Maria de Nazaré diz Sim ao Anjo de Deus para se tornar morada e fonte do Amor de Deus para todos os homens.
  • Por fim o Filho do Altíssimo Deus pronuncia seu Sim ao entrar na história tornando-se homem: “Eis-me aqui ó Deus, para fazer a tua vontade” (Sl 40, 7-9)

O sentimento que permeia estes Sim decisivos é revelação de um amor que é solicitude, compaixão, redenção e salvação, e ao mesmo tempo manifestação de encontro que é relação de amor oferecido e acolhido.

Na Anunciação, Maria de Nazaré recebe um nome novo da parte de Deus: Ele não a chama Maria e sim “cheia de graça”, isto é cheia de amor; Deus se compraz nela de modo que se poderia dizer: alegra-te porque Deus está apaixonado de ti, está contigo, quer permanecer em ti. Maria é “digna de amor” porque é amada por Deus e ela o acolhe e corresponde, tornando-se assim amável aos nossos olhos.

Esta ladainha mariana ajuda-nos, sobretudo neste tempo de presunção e de orgulho humano a permanecer em nosso lugar. Somos amados por Deus, mais que amantes de Deus. Não devemos competir com Deus, quase querendo ser igual a Ele.

O Apóstolo nos adverte: “Não somos nós a amar a Deus, mas é Deus que nos ama, e envia Seu Filho como vítima de expiação para os nossos pecados” (1 Jo 4,10).

Não devemos cultivar a presunção de ter Deus no coração, mas de estarmos nós no coração de Deus.

Quando invocamos Maria com o título “digna de amor”, devemos pensar que finalmente o Amor encontrou sua casa. Deus pousou seu olhar sobre ela, porque já havia posto nela o seu coração, vendo a humildade de sua serva” (Dom GABRIEL MANA, Bispo de Biela).

Dito isto havemos de fazer coro a tantos santos que são unânimes em afirmar que só Maria amou Deus como Deus quer. Só Maria foi toda de Deus. “O Divino Amor – afirma São Bernardo – feriu de tal forma a alma de Maria, que nenhuma parte dela ficou sem ser ferida de Amor; A fim de que ela amasse com todo o Coração, com toda a Mente, com todas as forças e fosse Cheia de Graça”. Com muita propriedade São Francisco de Sales chamava Nossa Senhora de “Rainha do Amor”. São Bernardino de Sena continua dizendo que “Maria amou a Deus tanto quanto achava que devi amá-Lo; por isso fez só aquilo que a Divina Sabedoria lhe revelava”. Maria, verdadeiramente, é “digna de amor”!

Colaboração: Vito Nunziante
Presidente Região Norte da Federação do Rio de Janeiro

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