Respice Stellam › 16/10/2013

Mãe de Cristo.

Vito14A fim de especificar a pessoa divina a quem Ela deu corpo e Sangue, a cristandade acrescenta a invocação Mãe de Cristo que, ao mesmo tempo, significa do Messias, do Ungido. A Igreja, com este titulo assegura que a maternidade real de Maria é a respeito da natureza humana do nosso divino Salvador. Esta invocação parece trazer verdadeiramente a Mãe de Deus mais perto de nós. A natureza e a graça fazem da Mãe de Jesus um exemplar único de ternura e de pureza que corresponde dignamente à amabilidade infinita do Verbo que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Maria vive nessa atmosfera divina as alegrias da maternidade, pondo em prática o que seria dito pelo evangelista: “Peperit Filium suum primogenitum et pannis eum involvit”, “Maria deu à luz um filho, o seu primogênito, envolveu-o em panos e deitou-o no presépio” (Lc 2,7). Admirando seu Filho, podia adiantar a futura expressão: “Te in utero novem mensibus portavi, et lac dedi, et alui”, “Por nove meses te carreguei em meu seio e (por três anos) te amamentei e nutri” (2Mac 7,27). E, ainda: “Dilectus meus mihi inter ubera mea commorabitur”, “O meu amor repousa sobre o meu peito” (Ct 1,13). Quem pode imaginar o júbilo imenso experimentado por Maria observando Seu Filho crescer, ouvi-Lo na intimidade e vê-Lo obedecer e cansar no trabalho, senti-Lo todo entrego a ela para ela ser toda d’Ele. Verdadeiramente, se na maternidade divina contemplamos a grandeza incomensurável de Maria, na maternidade humana da Virgem podemos alcançar o sentido do que foi escrito pelo famoso teólogo Tertuliano: “Ninguém é pai igual a Deus”, que “nenhuma mulher é mãe quanto Maria”. A palavra “Cristo” traduzida do grego Christòs, do semita xyvm, em hebraicomashìah, e no aramaico: meshìah, deriva o significado de Messias, isto é “ungido com óleo”. Os hebreus cultivavam sobretudo as videiras, as oliveiras e as figueiras. Quando estas árvores produziam abundantes frutos, diziam que era a bênção de Deus. É por isto que o vinho, o azeite e os figos eram Sinal da benevolência de Deus. Isto levou os hebreus a ungir com azeite aqueles ou aquilo que se desejava “consagrar a Deus” (Gn 28,18). De modo particular, uma pessoa eminente, estimada por todos, era ungida com óleo de oliveira perfumado derramando na cabeça constituindo-a representante de Deus de maneira estável. Neste caso “o ungido” se tornava “representante ou porta voz de Deus”. É por isso que os hebreus ungiam os reis e os sacerdotes, considerados representantes de Deus. Jesus, chamado não poucas vezes de Cristo, era reconhecido como representante de Deus, Seu porta voz ou seja a Revelação de Deus. O testemunho público e solene de Pedro que, em nome de todos os discípulos afirmou ser Jesus “O Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16) é mais um reconhecimento da maternidade de Maria, Mãe de Cristo, Mãe do Filho de Deus vivo. Por isso, os fiéis podem repetir, e o fazem com toda confiança, a invocação a Maria reconhecendo-A Mãe de Cristo, daquele que lhe foi obediente por tantos anos e até no início da vida pública. Vito Nunziante – Presidente da Região Norte (Federação do Rio de Janeiro).

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