Respice Stellam › 17/10/2013

Mãe da Igreja.

vito15Uma vez reconhecida a importância de Maria no mistério de Cristo, os fieis passam a relacioná-la com outro mistério, o lugar que Ela ocupa no mistério da Igreja.

De fato a Virgem Maria é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor. Juntamente, porém, é verdadeiramente ‘Mãe dos membros’ de Cristo, porque cooperou com a sua caridade no nascimento dos fieis na Igreja, os quais fazem parte do corpo onde Cristo é a cabeça. Desta forma, Maria, enquanto Mãe de Cristo, é também Mãe da Igreja”.

A posição de Maria dentro da Igreja é inseparável de sua união a Cristo e dela advém diretamente. “Esta união da Mãe com o Filho na obra da redenção se manifesta no momento da concepção virginal de Cristo até a morte dele”.(Lumen gentium,57) Ela é manifestada particularmente na hora de sua Paixão: “A Bem-aventurada Virgem avançou no caminho da Fé e conservou fielmente a sua união com o Filho até a cruz, onde, não faltando um sinal divino, permaneceu de pé, sofreu profundamente com seu Filho unigênito e se associou com ânimo materno ao sacrifício dele, unida, amorosa e conscientemente, à imolação da vítima por ela gerada; e, por fim, pelo mesmo Cristo Jesus agonizante sobre a cruz foi entregue como mãe ao discípulo com estas palavras: ‘Mulher, eis o teu filho’” (Jo 19,26-27).

Depois da Ascensão de Seu Filho, Maria “com as suas orações ajudou as primícias da Igreja, implorando, com os Apóstolos e as outras mulheres presentes no Cenáculo, os dons do Espírito Santo que antes a tomara sob a sua sombra no dia da anunciação”.

Seu lugar dentro da Igreja e de toda a humanidade vai mais longe ainda se considerarmos que “Ela cooperou de um modo todo especial na obra do Salvador, com a obediência, a Fé, a Esperança e a ardente Caridade, para restaurar a vida sobrenatural das almas. Por isto foi para nós a Mãe na ordem da graça” (Lumen gentium, 61).

Esta maternidade de Maria na economia da graça persiste sem interrupção desde o momento de seu consentimento feito com toda a fé ao tempo da anunciação, e mantido sem hesitações ao pé da cruz, até a perpétua coroação de todos os eleitos. De fato, elevada ao céu, Ela não abandonou tal missão de salvação, mas com múltiplas intercessões continua a nos obter dons e salvação eterna. Por isto a Bem-aventurada a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de Advogada, Auxiliadora, Perpétuo Socorro e Medianeira” (Lumen gentium,62).

Vito Nunziante – Presidente da Região Norte (Federação do Rio de Janeiro).

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