Respice Stellam › 06/01/2014

Mãe Castíssima

CastíssimaComo se não bastasse a invocação a Maria como sendo Mãe Puríssima, os fiéis completam de forma mais íntima e profunda o pensamento da pureza de Maria reconhecendo n’Ela a castidade mais perfeita. Ela, além de ser puríssima, é castíssima. Procuremos entender o que quer dizer em sua realidade o significado da castidade onde a Mãe de Deus se distingue em grau superlativo.

Quando se fala de pureza e, mais ainda de castidade, entende-se o habito de fazer uso de seu corpo, na relação sexual. De maneira correta. A castidade modera os desejos sexuais fazendo uso deles segundo a razão Trata-se de uma virtude importante que permite amar. Se houver falha na prática dela podem surgir graves consequências para a dignidade humana e pela família. A castidade vive-se em três situações: individualmente, no namoro e no matrimônio. Individualmente a castidade afasta qualquer prazer sexual, defendendo e educando o próprio coração. Ela é importante exatamente por isso: protege o coração do egoísmo capacitando-o para a prática do amor autentico.

No namoro rejeita o prazer sexual individual ou partilhado. Ajuda a manifestar em modo limpo o afeto aprendendo a amar sem egoísmos.

A virtude da pureza ou da castidade no âmbito do matrimônio inclui: o uso correto do sexo com o próprio cônjuge, quanto à procriação e a renúncia dos outros prazeres sexuais. Tudo isso é possível realizar através da oração e  do diálogo. De fato, muitas santas, seguindo o exemplo de Nossa Senhora, foram firmes em seus propósitos e defenderam a entrega total de seus corpos a Jesus, como Esposo eterno, enfrentando o martírio e a morte.

Maria, por ser Imaculada e livre de toda concupiscência possuía a castidade em grau excelso de modo a ser reconhecida pelos Santos Padres como “culmen puritatis” pureza de vida no mais alto grau.

Exatamente por isso a honramos invocando-a como Mãe Castíssima, segundo as expressões do Cântico dos Cânticos: “Flores simul et fructus – Flores e frutos juntos”(Ct 7, 12), e “Hortus conclusus, fons signatus – Jardim fechado, fonte selada” (Ct 4, 12).

Para Ela, de modo todo singular, exclamamos com o Livro da Sabedoria: “O quam pulchra est casta generatio! – Como é bonita uma geração sem mácula! (Sb 4, 1).

A castidade é a virtude dos filhos e filhas de Deus, pois todos nascemos castos, isto é, consagrados naturalmente a Deus por nossa virgindade inata. Em Maria Deus elevou essa virtude à plenitude, ou seja à dignidade de atributo aquilo que lhe é próprio por toda a vida, porque mesmo dando à luz, Maria permaneceu casta em toda a sua integridade, isto é, virgem antes, durante e depois do parto. Portanto, nunca houve contato, psíquico, físico-sexual entre a Mãe de Deus e qualquer criatura neste mundo, desse modo, o ser castíssimo de Maria advém de sua escolha e missão que se perpetua por toda a eternidade. Ninguém jamais receberá esse privilégio, porque a Mãe de Jesus é a única que o recebeu”. (Recanto das Letras).

Vito Nunziante
Presidente da Região Norte – Federação Mariana do Rio de Janeiro

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