Respice Stellam › 26/12/2014

Mãe Admirável

admirávelCom esta invocação pretende-se dizer que Maria, a Mãe, é Admirável  de modo  eminente, devido às suas virtudes, acima de toda criatura saída das mãos de Deus, visto que n’Ela convergem a iniciativa divina e a resposta humana; em sua humanidade, se compõem, admiravelmente, a extraordinária iniciativa de Deus e a livre correspondência d’Aquela que não conhece a sombra do pecado. Em Maria de Nazaré a graça divina – criação e redenção – obra muito melhor visto que nela o agir de Deus não encontra objeção; tudo é, simplesmente,  Sim a Deus e plena disponibilidade a Ele.

De fato, nós admiramos em Maria como a um fragmento da criação que corresponde fiel e plenamente à expectativa de Deus. Ela, depois da humanidade do Filho – que de modo único participa da divindade do Verbo – é o projeto gerado por Deus  e, graças ao Filho e próprio por causa dele e através dele, Maria de Nazaré é a parte da humanidade que mais agrada a Deus e lhe causa uma convicta admiração. Por isso que Ela, que jamais se separou de Deus e que sempre Lhe pertenceu, foi concebida sem pecado, Imaculada.

No ato da Anunciação, o anjo manifestou a Maria que Ela era muito admirada da parte de Deus. Bastou dizer-lhe que havia achado graça diante de Deus. Estas palavras, em sínteses, queriam dizer: “Deus, o Pai, te ama e tu és muito admirada por Ele, por isso serás a mãe do Filho, através do poder da sombra do Espírito Santo que descerá sobre ti”  (Lc 1,30-32.35).

Com base nesta revelação evangélica, a cristandade passou a admirar Maria como sendo uma  Mãe repleta de virtudes, depositária do mistério de Deus que, a sua vez, Ela  entregará à humanidade  através do Filho, unigênito do Pai,  e do Espírito Santo.

Na cidadezinha de Schoenstatt, Nossa Senhora é venerada especialmente com o título Três vezes admirável concentrando suas atenções e admirações no fato d’Ela ter sido: Filha predileta do Pai,  Mãe amada do Filho e  exaltada Esposa do Espírito Santo.

De fato, foi admirada pelo Pai que, ao fazê-la nascer pura e Imaculada, olhou para Ela e disse que “era bom”; foi admirada pelo Filho que, ao receber d’Ela Corpo e Sangue humano, que O fazia verdadeiro Homem também, olhando para Ela reconhecia que “era bom”; foi admirada pelo Espírito Santo que, derramados n’Ela todos os Seus dons segundo as conveniências da maternidade divina e da Igreja, olhou para Ela e disse que “era bom”.

São Bernardo costumava dizer que de Maria nunca se fala o bastante e isto se verifica especialmente quando se começa a pensar, meditar e aprofundar a verdade de que Maria é realmente o grande mistério de Deus: não é deusa, mas deu vida humana a um Deus; não é uma simples mulher, como as demais, mas uma criatura Imaculada, Corredentora da humanidade com o Filho Jesus.

Ela é o encanto que gera admiração de todos os seres e de todas as gerações, divinas e humanas, de todos os séculos, da eternidade.

Vito Nunziante
Presidente da Região Norte (Federação do Rio de Janeiro)

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