CONGREGAÇÃO MARIANA E A TRANSIÇÃO DA JUVENTUDE

Jam rioEste texto, é uma tentativa de apontar caminhos para uma nova evangelização, nestes tempos de mudança de época, que são momentos, para as Congregações Marianas, JAM, Juventude Mariana, absorverem um sentido de unidade e continuarem esta história tão querida por muitos. A Igreja, no Brasil, frente aos desafios tem proposto caminhos, que carinhosamente devemos acolher, estudar, discutir, conforme a proposta do Documento 105 da CNBB: “Cristãos, leigos e leigas e na sociedade”, onde devemos ser “sal da terra e luz do mundo”, conforme trecho a seguir: “mais que no passado, temos hoje as condições eclesiais, as condições sociais, políticas e culturais e as bases eclesiológicas para que o cristão leigo exerça sua missão como autêntico sujeito eclesial, apto a atuar da Igreja e na sociedade e a promover uma relação construtiva entre ambas” (122). A luz destes desafios, surgem as questões: Como lidar, trabalhar e acolher o jovem na Congregação Mariana? Qual o momento certo para a transição, do JAM, da Juventude para a Congregação Mariana? Partindo do princípio, que a pluralidade das palavras: IGREJA e JOVENS nos traz, mostra, que não é simples a resposta a estas perguntas. Na Igreja Católica, há diversos jeitos de nos organizarmos e de nos entendermos como comunidade, apesar de seguirmos o mesmo Evangelho e a mesma doutrina, nossa Igreja é enorme e muito plural. A partir do Concílio Vaticano II, com a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, irá se agregar a palavra cultura: “Daqui se segue que a cultura humana implica necessariamente um aspecto histórico e social e que o termo «cultura» assume frequentemente um sentido sociológico e etnológico. É neste sentido que se fala da pluralidade das culturas” (GS,53). O JAM (Juventude de Ação Mariana) surgiu, na década 70 em face de duas realidades: 1) Maior necessidade de atualização das Congregações Marianas e o fenômeno jovem. Inclusive há o livro “O que é o JAM”, editado pela Federação das Congregações Marianas do RJ, no ano de 1976, sob a orientação do Pe. Pancrácio Pinho Dutra,SJ (†2004), explicando o que é o JAM, como deve ser sua organização, sua ligação junto às Congregações Marianas etc..., inclusive, vale conferir, pois já estamos publicando no Site da Confederação, a íntegra deste livro. Neste mesmo livro, fala-se dos olhares sobre a Juventude, que pode ser cronológica ou sociológica (jovens de 15 a 25 anos) e psicológica (como exemplo até os 70 anos), bem típico nos dias de hoje, onde se entram num grupamento quando jovem, com o tempo o grupo se fortalece e, este jovem não migra, não raro, para às congregações marianas, uma de suas atividades fim, e ainda, também não raro, se cria outros grupos, formando diversidade de ideias e entendimentos. Juntos, congregados marianos, jamistas e juventude, devemos pensar uma “Ação Evangelizadora” conjunta, onde a nossa Fé deverá transfigurar a globalidade da realidade  criada, ancorada pela eclesiologia do Vaticano II que acena para: o âmbito da pessoa, o âmbito da comunidade e o âmbito da sociedade, que conformam o trinômio de uma única realidade, assumida pela Encarnação do Verbo e transfigurada pela Ressurreição, em um processo de inculturação da mensagem evangélica, conjugando com arte pelo trinômio Igreja-Evangelho-Cultura, numa espiritualidade cristã que deverá ser a alma da pedagogia de Jesus, sustentada pela graça e sob o dinamismo do Espírito Santo. Tal ação, podemos com um olhar fontal, ver sua concretização no trecho da Carta ao Colossenses: Cl 1,18-20: 18Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. 19Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude 20e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus. E, ainda ao Romanos, o apóstolo dos gentios dizia: Rm 12,5: ... muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Nos Evangelhos fica claro o mandato de Jesus, conf. Mc 6,7: “Eu vos envio, dois a dois”, onde ser escolhido não é um privilégio, mas um compromisso. O discípulo (congregado, jamista, juventude mariana) é chamado para a missão, para oferecer o Evangelho do Reino àqueles que estão dispostos a acolher. Após, estas palavras, em busca da unidade, transfigurados pela Eucaristia e em saída, passemos agora, a uma sugestão de Pedagogia para este processo de acolhimento. Pedagogia e Espiritualidade para este acolhimento, transição, vivência (CC.MM. x Juventude) Evangelizar significa “encarnar” o Evangelho nas culturas, respeitando à liberdade e com muito diálogo. Há que se ter uma espiritualidade cristológica e eclesial, pois não haverá unidade sem o Espírito Santo. A ação evangelizadora deve ser fundada na pedagogia de Jesus, que requer sete passos. Sendo que os três primeiros constituem uma evangelização implícita, os três passos seguintes conformam uma evangelização explícita e o último passo trata de um processo que aponta para o surgimento de uma comunidade eclesial com “fisionomia própria”. 1) Processo de evangelização implícita O primeiro passo é presença testemunhal ou de empatia, onde evangelizar significa testemunhar uma atitude de respeito e de acolhida, por causa de Deus e da obra que ele realizou no meio delas. O segundo passo é a relação dialógica ou de simpatia, onde se deve cultivar a capacidade de escutar. Evangelizar não é ignorar, nem impor. O terceiro passo é a identificação e reconhecimento dos valores da cultura como “sementes do Verbo”, onde Jesus Cristo é o critério para discernir nas culturas o que é compatível com a fé cristã. 2) Processo de evangelização explícita O quarto passo é o anúncio amoroso e respeitoso da positividade cristã, onde o anúncio querigmático deve estar centrado na pessoa de Jesus e para anunciar há que se conhecer a mensagem evangélica em sua integridade. O quinto passo é a reflexão crítica, onde o discernimento comunitário conjunto, no sentido de cada uma das partes, ajudar a outra a não absolutizar a uma sobre a outra diante da transcendência do Evangelho. O sexto passo é a apropriação ou assimilação sintética, onde deve operar uma simbiose entre cultura e Evangelho, a partir de uma relação dialética, onde a assimilação do Evangelho a partir do núcleo de valores e do modelo de vida dos membros da própria cultura 3) Processo Pastoral enquanto Evangelização de Acolhimento O sétimo passo é o surgimento ou crescimento de CC.MM. culturalmente novas, que aponta para a criação de congregações marianas + Juventude, onde se relacionam: evangelização, iniciação cristã e comunidade. Neste processo, a conversão cristã leva a uma adesão a “Consagração a Nossa Senhora”. Único meio capaz de dar concreticidade e coerência ao grupo. Espiritualidade, deve ser o foco Vejamos algumas recomendações de Jesus:  “O discípulo não é maior que o mestre” (Lc 6,40), “Quem vos recebe, a mim recebe” (Mt 10,40). Em uma terceira recomendação, Jesus diz: “Eu vos envio, dois a dois” (Mc 6,7). Em uma quarta recomendação, Jesus diz: “Quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12). Requisitos básicos e passos metodológicos de uma Ação de vivência CC.MM + Juventude, pensada: - Um próximo tema... A ser desenvolvido! Hoje precisamos achar a linguagem e o jeito. Voltar para 1940 não resolve. Fingir que estamos em 2.040 também não. Temos que redescobrir a palavra do Papa de agora, do catecismo de agora, e lidar com os fatos de agora. Medalhinhas, distintivos, imagens, fitas e escapulários talvez até ajudem, mas continuarão sendo apenas a outra face da medalha. Os símbolos precisam ir mais longe do que aqueles objetos no peito ou nas páginas da Bíblia. Precisam levar a pensar um JAM, Juventude Mariana, Congregação Mariana mais fraterna, mais unida, optando pelos valores do Reino, conforme experimentou e viveu, de forma apaixonada, aquela que é nosso modelo: a Virgem Maria! Concluímos para uma leitura inaciana de Is 54,2-3, que nos diz: 2Amplia o espaço da tua tenda, desdobra sem constrangimento as telas que te abrigam, alonga tuas cordas, consolida tuas estacas, 3pois deverás estender-te à direita e à esquerda; teus descendentes vão invadir as nações, povoar as cidades desertas. Imagine o seu interior como uma grande tenda e escute este convite do Senhor: Amplie seu coração! Você é de compartilhar o que é e tem ou apenas acumula e se poupa egoisticamente? Na sua vida você acolheu mais que excluiu? Como as pessoas se sentem na sua presença? Há espaço para todos ou para poucos? Aumente o espaço de sua tenda! Escreva o nome das pessoas que devem entrar e sentir-se bem na sua tenda... O quê e como melhorar? Que a Senhora Aparecida, interceda pelas Congregações Marianas, Jamistas e Juventude Mariana. Salve Maria! Eduardo L. Caridade

2 respostas para “CONGREGAÇÃO MARIANA E A TRANSIÇÃO DA JUVENTUDE”

  1. janete disse:

    muito bom o seu artigo

  2. Noemia disse:

    Interessante.

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