Comunidade de Comunidades: uma nova Congregação Mariana

helping-handsEsta é a proposta do Documento n° 100 da CNBB, após Assembleia realizada neste ano de 2014. Trabalho este que já vem sendo dinamizado há dois anos. Aqui acrescento pistas para discussões nas Congregações Marianas no Brasil, face a um “Sentir com a Igreja” que vem de nossas tradições. O Documento está dividido em seis capítulos, após uma breve Introdução. Neste ponto, elenquei apenas a Introdução, os demais capítulos estaremos adaptando às congregações marianas, conforme o tempo nos permitir A Introdução no documento da CNBB foi feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner (Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB). O autor parte do Livro dos At 2,42-45 e cita o papa Francisco, que diz: “devemos nos inquietar por tantos irmãos, sem a força, a luz e a consolação da amizade com Cristo; tantos irmãos, sem comunidade que os acolha, sem horizonte e sem sentido de vida”. Chama a atenção, as diversas congregações marianas que experimentam este problema, esta realidade. Então, como convidar estas pessoas, que estão fora, a se consagrarem a Nossa Senhora? Como chegar a elas? Ao longo dos artigos estaremos propondo algumas pistas, a luz do Documento. A conversão pastoral da paróquia, pede que: a) sejamos comunidades que tenhamos viva a presença de Jesus Cristo; b) iluminados e guiados pela força e suavidade do Espírito Santo; c) acolhidos pela bondade materna do Pai. O mesmo serve às congregações marianas. Será que nossas congregações estão sendo presença viva de Jesus Cristo? A Virgem Maria, acolheu o próprio Cristo em seu ventre e nos ensina; Como congregados somos iluminados e guiados pelo Espírito Santo? A Virgem Maria, antes de Pentecostes, recebeu o Espírito Santo na Anunciação e nos ensina; Sentimos que somos acolhidos pelo Pai? Que somos amados incondicionalmente? Assim como foi a Virgem Maria, que obedecia e tudo guardava em seu coração, e nos ensina. A paróquia como comunidade de comunidades, no território em que existe, deve ser:
a) Lugar de escuta da Palavra;
b) Lugar de crescimento da vida cristã;
c) Lugar de diálogo;
d) Lugar de anúncio;
e) Lugar de caridade;
f) Lugar de adoração e celebração;
Somos uma Associação de Fiéis, espalhados em vários pontos de nosso Brasil e não raro, fazemos parte de uma paróquia. Como estamos na Paróquia? Repasse cada ponto acima e reflita! Experimentamos estes pontos em nossas congregações paroquiais? A paróquia deve:
a) Incentivar e formar os seus membros para serem agentes de evangelização;
b) Santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar;
c) Centro constante de envio missionário.
E na congregação mariana. Nosso ponto mais importante é a formação? O que nos atrapalha? Somos portas abertas aqueles sedentos de serem imitadores de Maria? - Em nosso hino, diz que: “somos missionários por Cristo convidados”. A paróquia é:
a) Dinâmica;
b) Missionária;
c) Necessita de conversão pastoral.
E a nossa congregação mariana? Pois o Documento de Aparecida, pede que as paróquias, tenham novo espírito, novo ardor, novas dinâmicas. Pois a missão da paróquia é transmitir uma herança, e essa herança precisa ser entregue pessoalmente a outro, e a pessoa a quem você doar deve ir passando adiante. Qual a missão da congregação mariana nos dias de hoje? – Ser as mãos visíveis de Maria no mundo...E, como ser essas mãos visíveis na realidade que nos cerca? A conversão pastoral, lembra o bispo, é o exercício da maternidade da Igreja. E sem misericórdia poucas possibilidades temos para continuar a obra. A conversão da paróquia em comunidades de comunidades, consiste:
a) Ampliar a formação de pequenas comunidades;
b) Conscientizar da urgência de viver em estado permanente de missão;
c) Revisar a atuação dos ministros ordenados, consagrados, leigos, superando a acomodação e o desânimo;
d) Desinstalar-se e ir ao encontro dos irmãos.
Seguindo o esquema proposto, podemos dizer, que na congregação mariana esta conversão se dá quando:
a) São criadas novas congregações marianas;
b) Todos os congregados são conscientizados desta urgência de ser missionário;
c) Saímos do comodismo e desânimo;
d) “Ide!” Este foi o mandato de Jesus. Precisamos ir ao encontro.
Bem, o espaço está aberto, se alguém se interessar, poderá encaminhar sugestões a esta Introdução ou se preferir, poderá adquirir o Documento n° 100 da CNBB e colaborar com um texto para os demais capítulos. Em breve estarei escrevendo sobre cada capítulo, não raro, no intuito de animar os congregados marianos a embarcar nesta proposta de conversão pastoral. Salve Maria e que a Virgem Maria nos anime! Eduardo L. Caridade

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